
Pamonha, canjica, curau, pé de moleque, paçoca, bolo de milho e pastel. Com tantas tentações à mesa, as festas juninas desafiam quem busca manter uma alimentação equilibrada. A boa notícia é que não é preciso abrir mão das tradições para cuidar da saúde. Com escolhas conscientes e moderação nas porções, é possível aproveitar o melhor do arraiá sem comprometer os resultados conquistados ao longo do ano.
Segundo a professora de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Pollyana Ayub, o segredo está no equilíbrio. "As preparações típicas das festas juninas não são proibidas. O importante é fazer escolhas ao longo da festa e evitar o consumo exagerado de vários alimentos calóricos ao mesmo tempo", orienta.
Os vilões da quermesse
Entre os alimentos que merecem maior atenção estão aqueles que concentram grandes quantidades de açúcar e gordura. É o caso do pé de moleque, da paçoca, do arroz-doce preparado com leite condensado, dos bolos tradicionais e de outras sobremesas típicas. Os fritos, como o pastel, também entram na lista. "Muitos desses alimentos possuem alta densidade calórica e baixo valor nutricional quando consumidos em excesso. Isso não significa que devam ser eliminados da alimentação, mas consumidos com moderação e dentro de um contexto de equilíbrio", explica a nutricionista.
O que pode entrar no cardápio sem culpa
Nem tudo nas festas juninas representa um desafio para a dieta. Diversos pratos típicos fazem parte de alimentação saudável, sobretudo quando preparados com ingredientes mais naturais e menos processados. Entre as opções recomendadas estão milho cozido, pipoca simples, caldos preparados sem excesso de embutidos e espetinhos de carnes magras.
"O milho cozido é uma excelente opção por ser fonte de fibras e proporcionar saciedade. Também vale apostar em espetinhos de frango ou carne magra acompanhados de vinagrete, além de caldos mais leves, como canja ou caldo de milho sem linguiça", destaca a docente do CEUB.
Como montar um prato junino mais saudável?
Para quem quer saborear as delícias da época sem exageros, a especialista sugere uma combinação simples: escolher um alimento típico, uma fonte de proteína e apenas uma sobremesa.
Algumas sugestões são:
"O problema geralmente não está em um alimento específico, mas na soma de várias preparações ricas em açúcar, gordura e frituras consumidas na mesma refeição", ressalta a nutricionista.
Pequenas atitudes fazem diferença
Além da escolha dos alimentos, alguns hábitos ajudam a evitar exageros durante as comemorações. A principal recomendação é não chegar à festa com muita fome. "Fazer uma refeição leve antes de sair, como fruta com iogurte ou salada, reduz a chance de consumir grandes quantidades de alimentos mais calóricos por impulso", afirma.
A nutricionista também recomenda:
Segundo Pollyana, não há necessidade de compensações radicais após uma noite de excessos. "No dia seguinte, basta retomar a rotina alimentar normalmente, priorizando frutas, verduras, água e proteínas magras. A alimentação saudável também inclui momentos de celebração e convivência. O segredo está no equilíbrio, não na restrição excessiva", conclui a docente do CEUB.