
O DNA musical é inegável, mas o propósito é inteiramente próprio. No quadro Batida Sertaneja, batemos um papo franco com Matheus Chaves, um jovem artista que carrega no sobrenome uma história de peso, mas que trilha seu caminho com os pés no chão e o coração na melodia.
Filho de Leo Chaves, Matheus cresceu entre acordes e palcos, mas revela que sua conexão com a música vai muito além da herança familiar: é uma ferramenta de transformação e alívio para a alma. Confira os principais destaques dessa conversa inspiradora.
Para Matheus, a música nunca foi apenas o "trabalho do pai", mas a trilha sonora constante da casa. Ele recorda com carinho as tardes em que, mesmo sem técnica, dedilhava o violão do tio, movido apenas pela curiosidade e pelo som que preenchia o ambiente.
"A música sempre foi emoção no dia a dia. Minha família sempre gostou de escutar vários estilos diferentes todos os dias... minha paixão pelo violão e pelo canto começou ali."
Embora reconheça a importância vital de sua família — que inclui pais, tios, avô cantor e bisavós poetisas — Matheus acredita que seu encontro com a arte era inevitável. Para ele, a música é uma missão de vida voltada para o próximo.
Essa consciência de ajudar as pessoas reflete-se na forma como ele lida com o legado do pai. Matheus conta que presenciou o nascimento de muitos sucessos dentro de casa e que a opinião dele sempre foi valorizada. O maior conselho herdado? "Entregar o melhor de mim em tudo que eu fizer."
Um dos maiores desafios de qualquer artista vindo de uma linhagem famosa é estabelecer a própria voz. Matheus encara isso com maturidade e clareza.
A Identidade: "Desde novo, as pessoas queriam me conhecer por ser o filho do Leo Chaves. Mas, apesar da admiração pelo meu pai, busco fazer com que queiram conhecer o Matheus Chaves."
O Diferencial: Ele não acredita que falte algo no sertanejo atual, mas foca em trazer inovação e uma identidade própria para o cenário nacional.
Se você ouvir a voz de Matheus no rádio hoje, saiba que ali existe entrega total. Seu desejo é que sua música seja uma companhia nos momentos marcantes da vida de cada pessoa, transformando sentimentos em palavras que aliviam a mente.
Ao ser questionado sobre o que diria para sua versão criança, o artista resume sua filosofia atual:
"Eu diria que a música pode ser uma forma de você transformar seus sentimentos em palavras e melodias, e que isso pode aliviar muito a mente e o coração das pessoas."
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Olá, Matheus, tudo bem? Primeiramente, gostaria de agradecer pela sua disponibilidade em participar do quadro Batida Sertaneja. Será uma grande alegria poder conversar com você e conhecer um pouco mais da sua história, da sua relação com a música e das influências que marcam sua trajetória.
Matheus Chaves: Opa, tudo bem sim! Que isso, eu que agradeço. É um prazer estar aqui com vocês.
Carla: Qual foi a primeira lembrança musical da sua infância que ficou guardada na sua memória?
Matheus: Eu tenho muitas lembranças do meu contato com a música na infância, mas uma que ficou marcada, e que inclusive aconteceu várias vezes, era que eu pegava o violão do meu tio e ficava o dia inteiro tocando o violão mesmo sem saber nada, escutando as músicas que ele e meu pai tinham. E isso me marcou muito porque foi ali que minha paixão pelo violão e pelo canto começaram.
Carla: Dentro da sua casa, a música era mais o trabalho do seu pai ou a emoção da família no dia a dia?
Matheus: A música sempre foi emoção no dia a dia mesmo. Minha família sempre gostou de escutar vários estilos musicais diferentes todos os dias, além de outros familiares também serem músicos. Então sempre estivemos conectados com a música no dia a dia.
Carla: Você se lembra do momento em que você percebeu que seu pai não era apenas o seu pai, mas também era um artista amado por tantas pessoas?
Matheus: Desde quando era bem novo, muitas vezes eu acompanhei meu pai nos shows. Então eu já fui me acostumando com a percepção de que tinham muitas pessoas que amavam meu pai e meu tio. Então não foi um momento exato, foi algo que já foi me adaptando.
Carla: Se você tivesse nascido em uma família que não fosse musical, acha que a música ainda encontraria você de alguma forma?
Matheus: Na minha visão, minha família me ajudou muito com a paixão na música: meu pai, meu tio, meu avô, que também é cantor, e minhas bisavós, que eram poetisas. Mas acho que sim, a música me encontraria de alguma forma, porque eu sinto que minha missão é ajudar as pessoas por meio da música.
Carla: Existe alguma música do repertório do seu pai que você escuta de uma forma diferente do público porque ela te traz memórias da infância?
Matheus: Existe sim. Não só uma, mas várias músicas me trazem memórias bem afetivas de momentos inesquecíveis da minha vida.
Carla: Qual foi o conselho musical mais simples que seu pai te deu, mas que você nunca esqueceu?
Matheus: Olha, um conselho que meu pai me deu, que me marcou muito e que não é apenas para quem está na área da música, mas para tudo na vida, é para eu sempre entregar o melhor de mim em tudo que eu fizer.
Carla: Você presenciou alguma música nascer dentro da sua casa antes de virar sucesso? Conte um pouquinho de como foi esse momento.
Matheus: Sim, eu presenciei o nascimento de muitas músicas. Sempre que tinham músicas novas do meu pai ou do meu tio, eles colocavam para eu ouvir para saber o que eu achei das músicas. E isso era sempre um momento muito importante para mim, porque eles demonstravam que se importavam com o que eu achava das músicas deles.
Carla: Em alguns momentos, você sente que as pessoas querem conhecer o Matheus ou o filho do Leo Chaves?
Matheus: Essa pergunta é bem interessante, porque desde quando eu era mais novo as pessoas queriam me conhecer por ser o filho do Leo Chaves. Mas, apesar da grande admiração que eu sinto pelo meu pai, eu estou buscando fazer com que as pessoas queiram conhecer o Matheus Chaves.
Carla: Olhando para o sertanejo de hoje, que tipo de música você sente que ainda falta existir nesse universo?
Matheus: Olha, eu vejo o sertanejo hoje bem diverso, com muitas influências e misturas. Não acho que falte algo específico, mas no meu projeto eu venho com uma proposta diferente com base em um propósito de construir identidade própria, trazendo inovação ao cenário da música brasileira.
Carla: Se um dia alguém ouvir sua música na rádio, qual seria o sentimento que você gostaria que essa pessoa tivesse ao escutar a sua voz?
Matheus: Então, minhas músicas sempre carregam um pedaço do que eu sinto, do que eu sou. Então se elas conseguirem trazer uma conexão, puder transformar a vida de alguém ou acompanhar a pessoa em algum momento marcado, me deixaria realizado.
Carla: Se você pudesse voltar ao tempo e conversar com o Matheus criança, aquele que estava começando a descobrir a música dentro de casa, o que você diria para ele sobre o caminho que a música pode trazer para a vida de alguém?
Matheus: Eu gostei muito dessa pergunta. Eu diria para o Matheus criança que a música pode ser uma forma de você transformar seus sentimentos em palavras e melodias, e que isso pode aliviar muito a mente e o coração das pessoas que ouvem, porque muitos podem se identificar.
