
Um dos endereços mais tradicionais e comentados do Centro de São Bernardo está prestes a escrever um novo capítulo. O Edifício Senador, localizado na movimentada Avenida Índico, tem previsão de reabertura entre o final de maio e o mês de junho. O retorno ocorre após um hiato de 13 anos, período em que o imóvel permaneceu fechado para uma reconstrução estrutural profunda.
O projeto de revitalização não foi apenas uma modernização estética. Segundo Wilson Marchiori, administrador do prédio pela MCR Imóveis, a reforma — iniciada de fato em 2013 — preservou apenas o "esqueleto" original da estrutura. Com um investimento aproximado de R$ 30 milhões, o edifício passou por intervenções críticas:
Infraestrutura: Substituição total das redes elétrica e hidráulica.
Segurança: Instalação de um sistema de combate a incêndio de última geração.
Acabamento: Restauração completa de pisos, paredes e banheiros.
Modernização: Atualização dos três elevadores e da fachada.
"Apenas não mexemos no layout do prédio por ser uma construção antiga, mas tudo o que está nele hoje é rigorosamente novo", destaca Marchiori.
A nova fase do Senador mira o futuro. O condomínio já conta com um sistema de reuso de água da chuva, que será tratada e utilizada nas bacias sanitárias, reduzindo o impacto ambiental e o custo operacional. De acordo com a administração, o próximo passo planejado é a instalação de placas solares para autossuficiência energética das áreas comuns.
O prédio retoma suas atividades com uma estrutura robusta para atender o setor de serviços e profissional da região:

Construído na década de 1970, o Edifício Senador foi, por décadas, um símbolo do pujante comércio do ABC. No entanto, sua trajetória foi marcada por uma tragédia em fevereiro de 2012, quando o desabamento de lajes nas salas com final 4 resultou na morte de duas pessoas.
O longo período de fechamento foi necessário para garantir que a estrutura fosse 100% recuperada e aprovada por órgãos rigorosos, como a empresa de engenharia Falcão Bauer. O processo de decisão foi democrático, conduzido através de assembleias na Associação Comercial e Industrial de São Bernardo (ACISBEC).
Atualmente, as equipes da empreiteira Máximo Aldana finalizam os detalhes estéticos na "coroa" do prédio, além de ajustes em janelas e varandas. A etapa final consiste na vistoria da Prefeitura de São Bernardo e do Corpo de Bombeiros para a emissão das licenças definitivas de funcionamento.
Para os comerciantes do entorno e para o mercado imobiliário local, a reabertura representa não apenas o fim de um "esqueleto" urbano, mas a revitalização econômica de um dos quadriláteros mais importantes da cidade.
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Fotos: @3betosantos
